A destinação
de bilhões e mais bilhões para "salvar" o mercado financeiro em função da crise
que se agravou a partir de outubro do ano passado é um sinal, para a Anistia
Internacional, de que o mundo está "errando o ponto".
Quando o capitalismo parecia à beira do colapso no outono passado, a ministra
das finanças da Noruega, Kristin Halvorsen, que sempre foi cética em relação ao
mercado livre, fez mais do que se vangloriar.
Os tucanos queriam privatizar a Petrobrás, como parte dos acordos
assinados com o FMI, trocaram o nome da empresa – orgulho e patrimônio
nacional – para Petrobrax, para tirar essa marca de “Brasil”, negativa
para eles, e torná-la uma “empresa global”, a ser submetida a leilão no
mercado internacional.
Quando eu era repórter da Globo, entre 2005 e 2006, durante meses o
Jornal Nacional dedicava de três a dez minutos diários à cobertura de
três CPIs: a do Mensalão, a dos Correios e a do Fim do Mundo.
Neste período haverá resistência e haverá conflitos sociais agudos, e se a crise se prolongar, deverão se multiplicar as rebeliões sociais e as guerras civis nas zonas de fratura do sistema mundial. Mas do nosso ponto de vista, não haverá uma mudança de modo de produção em escala mundial, nem tampouco ocorrerá uma superação hegeliana do sistema inter-estatal capitalista. A análise é de José Luís Fiori, em artigo escrito para a revista Margem Esquerda, nº 13, que será lançada em breve.
O prêmio Nobel da Economia Joseph Stiglitz considera que a crise
mundial provou que o "pensamento da direita sobre a economia de
mercado" está errado. "O pensamento da direita sobre a economia de
mercado - provou-se agora - está errado", disse o professor
norte-americano, que participa em Portugal de debates sobre a crise
econômica global.
Nos jornais Brasileiros, com certa freqüência, são publicadas matérias
pagas, como se fossem artigos, assinadas por pessoas muito bem
remuneradas, defendendo a não modificação da atual lei do petróleo.
Dentre as muitas inverdades despudoradamente registradas, destacam-se,
por exemplo, que as descobertas de petróleo depois de 1997, inclusive o
pré-sal, são conseqüência da aprovação da Lei do petróleo (n° 9.478),
que substituiu a Lei do monopólio (n° 2.004), de 1953, sancionada por
Getúlio Vargas.
A colunista econômica Mirian Leitão escreveu um
artigo, após a mudança de comando no Banco do Brasil, intitulado "Por que
a demissão derruba as ações do BB".
Enquanto
os jornalões e revistas semanais apostaram na oposição cega e vêm perdendo
lucratividade e tiragem, a investigação, opinião e análise sérias estão nos
blogs e veículos alternativos.