A ruptura institucional em via de ser completada no Brasil é resultado direto da degradação do jornalismo posto em prática por quase todos os meios de comunicação no país. Os cuidados éticos foram sacrificados a tal ponto que o jornalismo promove a derrubada de uma presidente até agora considerada honesta.



Tem-se o seguinte nó na política econômica. A crise fiscal reduziu a demanda pública e criou insegurança fiscal. Essa relação é afetada por dois fatores: a recessão, reduzindo o PIB; e a política monetária expandindo a dívida.
Vocês me perdoem o atraso neste artigo. É que eu estava fazendo um vomitaço. Não foi possível suportar, sem reações físicas desagradáveis, a entrevista que FHC concedeu a Jô Soares na noite desta terça.
Quinta-feira, dia 12 de maio, veio o anúncio do Senado Brasileiro. A presidenta eleita Dilma Rousseff foi forçada a sair do cargo e pode sofrer impeachment. O procedimento legal aconteceu no Congresso e é um novo tipo de golpe parlamentar.
O principal problema brasileiro que atravessa toda nossa história é a monumental desigualdade social que reduz grande parte da população à condição de ralé.
A internet tem 3 bilhões de usuários no mundo. O Brasil tem 100 milhões de pessoas na Rede.
Quem quiser entender a resistência de brasileiros e especialmente das brasileiras contra o golpe de abril-maio deve prestar atenção ao movimento de mulheres. Elas podem ser vistas em toda parte onde se questiona a posse de um governo que assumiu o Planalto sem legitimidade.
Por causa do golpe, o Brasil se converteu, aos olhos do mundo, numa espécie de grande Honduras. Um país sem instituições democráticas sólidas, instável, sujeitos a golpes de todos os tipos. Uma típica e caricata república de bananas.
Castello Branco foi um interino com agenda. Havia um enorme acervo de projetos de reformas que não avançavam devido à crise política; e um receituário liberal engasgado na visão mais intervencionista de Jango.



