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Celebrando o Mês da Conciência Negra, de 17 a 30 de novembro, o À La Carte exibe com exclusividade a 17 ª Mostra Internacional do Cinema Negro. Apresentando 10 longas e 14 curtas-metragens, o acesso aos filmes será gratuito para assinantes e não assinantes do streaming. Também conhecida pela sigla MICINE, este ano, a mostra completa 17 anos de edições consecutivas.
A mostra tem curadoria do Prof. Dr. Celso Luiz Prudente, professor Associado da Universidade Federal do Mato Grosso, pesquisador do Centro de Estudos Latino Americano de Comunicação e Cultura e apresentador e Diretor do Programa Quilombo Academia, da Rádio USP FM de São Paulo.
Entre os 10 longas, a mostra apresenta:
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"A Noite Escura da Alma", de Henrique Dantas, um documentário experimental que aborda a ditadura militar e civil ocorrida na Bahia. O filme conta com depoimentos do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, da cineasta Lúcia Murat, e do ator Bertrand Duarte, entre outros;
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"O Paí ó", de Monique Gardenberg, com Lázaro Ramos, Wagner Moura, Dira Paes e Bando de Teatro Olodum no elenco, com trama cheia de música e humor, ambientada no histórico Pelourinho, durante o Carnaval em Salvador;
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"Mussum, um Filme do Cacildes", de Susanna Lira, é sobre a trajetória do músico e comediante Mussum, integrante dos Trapalhões, grupo que revolucionou a forma de fazer humor na TV brasileira. O elenco conta com a presença de Renato Aragão, Lázaro Ramos, Dedé Santana e Alcione;
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Alcione é a estrela absoluta de mais um filme da Mostra: "Samba é Primo do Jazz", de Angela Zoé. O filme mostra a trajetória musical desta grande diva da música brasileira, a partir de suas referências musicais, sua inserção no mundo da música e sua relação com família e amigos.
Entre os curtas, está o provocativo documentário "Como Ser Racista em 10 passos", de Isabela Ferreira. O filme traz à tona e confronta o racismo estrutural velado, através de situações sensíveis, normalizadas e naturalizadas que serão facilmente identificadas pelo público.
Outro curta imperdível é "Megg - A Margem que Migra para o Centro", de Larissa Nepomuceno, que nos leva a conhecer de perto Megg Rayara, primeira travesti negra brasileira a conquistar o título de Doutora.
"A cor do voto", de Celso Luiz Prudente, aborda a necessidade do voto crítico reflexivo da comunidade negra.
Confira abaixo as sinopses dos filmes:
Longa-metragem
A Noite Escura da Alma (Brasil, 2016, Documentário, 85min, 16 anos Dir. Henrique Dantas Sinopse: A Noite Escura da Alma é um documentário experimental que aborda a ditadura militar e civil ocorrida na Bahia. O filme tem a sua linguagem desenvolvida no hibridismo entre o documentário e a performance, sem utilização de imagens de arquivo. Além dos depoimentos, que respondem pela narrativa do filme e revelam histórias pouco conhecidas da chamada “Terra da Alegria”, temos, no que tange a proposta visual, o desenvolvimento de uma pesquisa de linguagem onde 6 pessoas performatizaram seus corpos no espaço que foi o maior centro de tortura da Bahia. O filme conta com os depoimentos de Juca Ferreira, Lúcia Murat, Emiliano José, Theodomiro dos Santos, Carlos Sarno, entre outros... E grande parte desses depoimentos foram captados no forte do Barbalho, o mesmo espaço físico que elas foram torturadas.
A Hora de Bai (Portugal, 2015, Documentário, 52min, 12 anos)
Dir. João Milagres
Sinopse: Personagens urbanos de uma mesma origem: o Quilombo de Mata Cavalo. Desterritorializados, eles se reúnem todo ano na festa de São Benedito, no município de Nossa Senhora do Livramento (MT) para encenar a Dança do Congo. Esse teatro-ritual é apropriado como instrumento para preservar a memória e fortalecer a identidade quilombola em um ritual sagrado e de resistência cultural.
Giramunda o Congo e a diáspora (Brasil, 2018, Documentário, 70´, Livre)
Dir. Cláudio Dias e Gilson Costta
Moradores de Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora Livramento. Todos com uma só origem: o Complexo Quilombola de Mata Cavalo. Desterritorializados, eles se reúnem todo ano na festa de São Benedito para encenar a Dança do Congo como uma forma de contar sua história e fortalecer a identidade quilombola em um ritual sagrado e de resistência cultural.
Ka Mimbangu - A cena moçambicana entre tradição e contemporaneidade (Moçambique/Brasil, , 2021, Documentário, 60´ , Livre)
Dir.: Mariana Rhormens
Documentário realizado para pesquisa de doutorado "A máscara Mapiko: entre identidades e alteridades''.
Menino 23 (Brasil, 2016, 79´, Documentário, Livre)
Dir. Belisário Franca
A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, cinquenta meninos negros foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, passaram a ser identificados por números e foram submetidos ao trabalho escravo por uma família que fazia parte da elite política e econômica do país, e que não escodia sua simpatia pelo ideário nazista. Dois sobreviventes dessa tragédia brasileira, Aloízio Silva (o “Menino 23”) e Argemiro Santos, assim como a família de José Alves de Almeida (o “Dois”), revelam suas histórias pela primeira vez.
Mussum, um filme do Cacildes (Brasil, 2018, 75´, Documentário, 14 anos
Dir. Susanna Lira
A trajetória do músico e comediante Mussum como vocalista do conjunto Os Originais do Samba e depois no cinema e na TV como integrante dos Trapalhões, grupo que revolucionou a forma de fazer humor na teledramaturgia brasileira. Com Renato Aragão, Alcione, Lázaro Ramos e Dedá Santana.
O Pai ó (Brasil 2006, 100min, comédia dramática, 14 anos)
Dir. Monique Gardenberg
Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana. Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando. Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puní-los, cortando o fornecimento de água do prédio. Com Lazaro Ramos, Wagner Moura, Dira Paes, Luciana Souza, Erico Bras, Tânia Toko, Lyu Arisdon, e Bando de Teatro Olodum.
O divino Guaporé (Brasil/Bolívia, 2021, documentário, 82´, livre)
Dir.: Ederson Lauri Leandro
O Divino Guaporé trata das vivências e relações das populações do Vale do Guaporé, fronteira Brasil/Bolívia, com a centenária festa do Divino. O festejo tem duração de 55 dias, percorrendo, via fluvial, aproximadamente 1000 quilômetros, envolvendo diretamente um total de 41 comunidades - ribeirinhas, quilombolas e indígenas - com 24 horas diárias de atividades.
Samba é primo do jazz (Brasil, 2021, Documentário, 1h10min)
Dir. Ângela Zoé
O Samba é Primo do Jazz apresenta a trajetória musical da diva da música brasileira Alcione Dias Nazareth. A partir de suas referências musicais, sua inserção no mundo da música e sua relação com família e amigos, somos apresentados a uma Alcione descontraída e matriarcal, tanto em relação a sua vida pessoal quanto à vida artística.
Última abolição (Brasil, 2018, Documentário, 82´,
Dir. Alice Gomes
O documentário aborda a escravidão no Brasil com especial enfoque no período da abolição, destacando os movimentos abolicionistas, seus aliados e inimigos.
Curtas e médias metragens:
ABO, de Urânia Munzanzu (Brasil, 2021, 26’47’min, Documentário, Classificação livre) Filme-música que celebra a vida de Lazzo Matumbi, ouro fino da música negra brasileira que em 2021 completa 40 anos de carreira. O filme traz as memórias das lutas contra o racismo, o som e um encontro virtuoso com o multi instrumentista Felipe Guedes.
A cor do voto, de Celso Prudente (Brasil, 2021, 3:35min, Animação, Livre) Aborda a necessidade do voto crítico reflexivo da comunidade negra no comportamento militante e irreverente de universitários negros.
Como Ser Racista em 10 passos, de Isabela Ferreira (Brasil, 2018, 25min, Documentário, 18 anos) “Como Ser Racista em 10 passos” é um curta provocativo. Traz à tona e confronta o racismo estrutural velado, através de situações sensíví eis, normalizadas e naturalizadas que serão facilmente identificadas pelo público.
Dessa vez Ulisses não sairá de casa, de Rogério de Almeida (Portugal/Brasil, 2019, 13´30, Documentário, Livre)
Como viveria Ulisses, o herói da Odisseia, nos dias que correm? Este curta constitui-se como um ensaio fílmico sobre o homem contemporâneo em contraste com o herói grego. Preso à vida doméstica, Ulisses não sai mais de casa e suas aventuras agora são vividas pelo cinema. Ulisses é o filme.
Lacuna, de Anna Maria Moura. (Brasil, 2020, 3´40”, Documentário, Livre)
Lacuna é um vídeo-poema produzido com imagens de arquivo pessoal que canta sobre a insubmissão e leveza de não caber. Fala sobre expectativas familiares e intercala a filmagem de um encontro de família de 2019, ocorrido no município de São Félix do Araguaia, para expor sobre afetividade de corpos negros, território e ancestralidade. Instiga ainda sobre o fato não caber e ao mesmo tempo querer se esparramar num abraço do Tio Mundo (apelido do tio Raimundo). Aborda o tema do direito da mulher ao seu próprio corpo e questões que soam urgência, como a maternidade e o direito ao trabalho.
Megg a margem que migra para o centro, de Larissa Nepomuceno (Brasil, 2018, Documentário, 15min, Livre)
Megg Rayara derrubou barreiras para chegar onde chegou. Para ela, seu diploma é um marco importante de uma luta não só pessoal mas, sim, coletiva. Pela primeira vez no Brasil, uma travesti negra conquista o título de Doutora. É a margem que migra para o centro, levando toda sua história consigo.
Mãos talhadas, de Aline de Fátima (Brasil, 2021, Documentário, 12 anos)
Geraldo Gonçalves Viana é um artista escultor de madeira mineiro que há anos trabalha e expõe seus trabalhos na Av. Paulista, ao lado do Masp, onde também mora, em uma barraca de acampamento. Quando o prédio anexo do museu começa a ser reformado, Geraldo é convidado a se retirar do local.
O medo como fronteira ,de João de Melo (Brasil, 2021, 10 anos)
“Medo Como Fronteira” é um diálogo artístico entre artistas brasileiros e refugiados que vivem na cidade de São Paulo, são três encruzilhadas de uma mesma estrada, proporcionando um espaço de encontro entre diferentes trajetórias geopolíticas e perspectivas de vida que coabitam em nossa metrópole.
Olhares, de Márcio Brito Neto, Diretoras Assistentes: Cryslaine Lima / Lorena Carvalho, (Brasil, 2021, 29min,
PAULINA CHIZIANE Domar que nos separa à ponte que nos une, de Renan Ramos Rocha, (Maputo/Moçambique, Florianópolis/SC Brasil, 2019, 28min, Livre)
Era julho de 2019. Era inverno. Paulina Chiziane, a contadora de histórias, chega em Santa Catarina e nos faz navegar em suas narrativas encharcadas de afetos.
Yabás, de Laís Lima (Brasil, 26min, documentário, Livre)
O filme aborda o papel feminino dentro do Bembé do Mercado. O Bembé do Mercado é uma manifestação religiosa de matriz africana, secular, que acontece todo mês de maio na cidade de Santo Amaro desde 1889 em celebração a Orixá Yemanjá. O curta foi resultado da finalização do curso de Pós-Graduação em Cidadania e Ambientes Culturais (Cecult-UFRB) de Laís em 2020.
Não Mais, de Brenda Bastos (Brasil, 2021, 3´49, 10 anos)
O diploma, de Yan de Maria (Brasil, 2021, 3´55”, Documentário, Livre)
Amador, Zélia, de Ismael Machado (Brasil, 2021, 22´26, Documentário, 10 anos)
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