| Quando o apelido ainda não era Bullyng Por Zuggi Almeida |
| Thursday, 28 January 2021 06:06 |
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Evidente que alguns chegavam mais próximos à alcunha. Hoje, a pedagogia contemporânea estabeleceu conceitos para classificar situações de assédios, abusos ou hostilização nas escola, sendo que o apelido é tratado como bullying. Bem diferente da época onde as relações entre os colegas de escolas era pautada no companheirismo, fraternidade e acima de tudo, cumplicidade e muito humor. Eu, por exemplo, apelidado como Zug ( a grafia era assim), recebi o apelido de forma inusitada. Um apelido nem sempre é criado, pode surgir numa oportunidade. Lembro que o primeiro a me chamar de Zug foi o Pinguim ou Carlos Roberto Brandão da Silva. Quando me perguntam o significado de zug, esclareço que não é um vocábulo afro. A única referência é encontrada na língua germânica sendo a palavra que denomina trem. Portanto, bem longínquo das minhas raízes. Aqui fica registrado a minha gratidão e respeito a Pinguim, Maloca, Testinha, Bolinha, Jorge Pique, Jorge Two Noses ( depois Jorge Taime), Fratelão, Duquinha, Jaglobé ( depois Zebrinha), Hulk, Maciste, Garnier, Galo, Serrinha, Duzeco, Biribinha, Jorge Tlês, Baé,Gordo, Coelho, Ronaldo Cebolinha para lembrar alguns jovens estudantes que foram apelidados e não sofreram transtornos psicológicos e sentem-se bem quando reencontram os amigos e são chamados desses modos carinhosos. O interessante é que o apelido sempre era posto nos meninos, sendo que as meninas eram sempre respeitadas. Exceção para algumas mais retadas que recebiam uma condecoração, mas a ética não me permite citar. Zuggi Almeida é baiano, escritor e roteirista. |
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