Salvador, 12 de agosto de 2026
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Os anos mais crepusculares. Por Weiller Diniz
Dando o que Falar
Monday, 23 August 2021 06:12

Weiller_DinizO capitão da caserna e os trogloditas da caverna são devotos da escuridão, das trevas, do furtivo e do obscurantismo. Têm aversão à luz, ao conhecimento, às liberdades e às conquistas iluministas.

 
O sadismo tornou-se um símbolo dos Estados Unidos. Por Chris Hedges [*]
Dando o que Falar
Monday, 23 August 2021 06:07

Chris_hedgesA classe dominante dedica enormes recursos para mascarar o sadismo social e o assassinato. Controla as narrativas na imprensa. Inunda os nossos ecrãs com imagens e propaganda amigáveis e alegres, aperfeiçoadas pelas empresas de publicidade e relações públicas.

 
O fantasma da cadeia. Por Bernardo Mello Franco
Dando o que Falar
Monday, 23 August 2021 05:49

Bernardo-Mello-FrancoNa noite de quinta-feira, Eduardo Bolsonaro expôs o fantasma que apavora a família presidencial. O deputado reclamava do cerco a aliados que ameaçam a democracia e conspiram contra a eleição de 2022.

 
A lenga-lenga da construção de harmonia entre os Poderes é farsa. Por Janio de Freitas
Dando o que Falar
Monday, 23 August 2021 05:43

Janio_de_FreitasO descompromisso com a franqueza das atitudes é próprio do político profissional, e uma das suas diferenças essenciais para o militante de ideias que está na política.

Mas a aplicação de vícios do profissional a circunstâncias de alta gravidade, como é o atual ataque à ação legítima do Judiciário, alia-se ao intuito antidemocrático e até o estimula. É o que estão mostrando os presidentes do Senado e da Câmara, com o presidente do Supremo como coadjuvante.

A lenga-lenga da construção de harmonia entre os Três Poderes, fantasiada pelos três e por um profissional da politicagem, não é mais do que farsa. Movida a palavrório de lugares-comuns e reuniões para mais entrevistas, resulta em serviço à crescente agitação de Bolsonaro contra as defesas da democracia.

O senador Rodrigo Pacheco, o deputado Arthur Lira, o ministro Luiz Fux e o camaleônico Ciro Nogueira sabem como poucos, de seus postos privilegiados, que Bolsonaro busca a desarmonia, precisa dela como plano de ação e de salvação. Sabem que suas propostas de encontros pacificadores serão respondidas por Bolsonaro, como foram todas até aqui, por imediata saraivada de ameaças aos tribunais superiores e a magistrados.

A insistência na harmonia impossível proporciona a Bolsonaro repetidas oportunidades de mais incitar o bolsonarismo. O estúpido pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, foi feito por Bolsonaro em seguida a Luiz Fux dispor-se a "reavaliar" o cancelamento de um "encontro pacificador dos presidentes". Quem cancelou, de fato, foi Bolsonaro horas depois de um "diálogo e acordo" com Fux.

Rodrigo Pacheco, eleito com ajuda de Bolsonaro e que age como bolsonarista enrustido, aproveitou depressa o mais recente pretexto de reunião dos Três Poderes e, como interessava a Bolsonaro, abriu caminho no Senado à sabatina de recondução de Augusto Aras como procurador-geral da República. Imoralidade puxa imoralidade. O personagem patético Augusto Aras e quem apoie sua permanência são indignidades iguais.

Em outro plano da mesma área, a formação exibida por Bolsonaro, Pazuello e tantos outros deveria evitar novos espantos com a espécie. É impossível. Portador de constelações nos ombros, mais condecorações que os heróis de várias guerras americanas, o general Braga Netto diz que não houve ditadura no Brasil. Só se pode concluir que o ministro da Defesa não sabe o que é ditadura.

Então o espanto redobra. Quem não sabe o que é ditadura, não sabe o que é democracia. Logo, pende para o mais conveniente à sua formação. E muito se explica ou se confirma aos nossos olhos cansados das constelações e ouvidos ofendidos pelos canhonaços verbais.

Espantos não precisam ser grandes. Fernando Henrique o provou sempre. Houve agora quem tivesse um certo espanto com sua informação: não só apoia João Doria para a Presidência, acha mesmo que "ele representa o futuro".

Esse espanto é de má vontade. A visão que Fernando Henrique tem da Presidência está exposta em atos e palavras. Estava até renovada no lançamento, que fez, de um animador de auditório para presidente da República. O moço foi mais sensato, preferiu suceder Faustão na Globo a ser sucedâneo de Fernando Henrique no Planalto.

HISTÓRICA

A descrença em resultados ronda a CPI da Covid, por presumida perda de eficácia nas investigações. Há outra maneira de entender seus dias atuais.

A investida de Bolsonaro contra o Supremo, as ações de ministros do Judiciário sobre atitudes de Bolsonaro e mesmo o desastre americano no Afeganistão invadiram áreas do noticiário que a CPI ocupava. Além disso, à medida em que vão completando investigações e descobertas, as CPIs esmorecem a atração e a repercussão.

O serviço já prestado pela CPI é irredutível, inclusive por seu pioneirismo institucional no enfrentamento ao autoritarismo genocida e corrupto. Resultados judiciais e institucionais cabem a outras instâncias. Foi pela CPI que se soube haver intenção na causa da morte prematura e sofrida de centenas de milhares dos pais e filhos, avós e irmãos, amigos e gente em geral deste país. Esse feito da CPI, e dos que a empurraram, já bastaria para justificá-la. A CPI que o presidente do Senado precisou ser arrastado pela ministra Cármen Lúcia, em nome do Supremo, para instalá-la.

Artigo publicado originalmente em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2021/08/a-lenga-lenga-da-construcao-de-harmonia-entre-os-poderes-e-farsa.shtml

Last Updated on Monday, 23 August 2021 05:47
 
Xadrez da Tempestade perfeita contra Bolsonaro, por Luis Nassif
Dando o que Falar
Sunday, 22 August 2021 06:20

Luis_Nassif3Forma-se a tempestade perfeita. E, desta vez, contra Bolsonaro. Aparentemente, o pesadelo bolsonarista entra na fase agônica. Em breve, será substituído por outros pesadelos, de um país que abdicou do senso civilizatório.

 
Cabul, game over. Por Atilio Boron
Dando o que Falar
Thursday, 19 August 2021 06:35

atilio-boronPela primeira vez na história, Biden terá que negociar com duas potências que Washington define como inimigas e que também selaram uma poderosa aliança

 
O Emirado Islâmico do Afeganistão está de volta com um estrondo. por Pepe Escobar
Dando o que Falar
Thursday, 19 August 2021 06:29

Pepe_EscobarAo final, o momento Saigon aconteceu mais rápido do que esperavam os "especialistas" dos serviços de inteligência do Ocidente. Essa é para entrar para os anais: quatro dias frenéticos

 
Generais manipuladores. Por Eric Nepomuceno
Dando o que Falar
Thursday, 19 August 2021 05:55

eric-nepomuceno2A esta altura, ninguém com um mínimo de lucidez tem direito de se surpreender com o demencial destempero de Jair Messias. Pode ser – e é – preocupante a insistência com que se mantém absolutamente furioso, carregado de uma agressividade que ninguém consegue conter.

Last Updated on Thursday, 19 August 2021 06:04
 
Direita encontra um candidato para chamar de seu. Por Denise Assis
Dando o que Falar
Thursday, 19 August 2021 05:48
 
De Saigon a Cabul, EUA colecionam derrotas em guerras. Por Jeferson Miola
Dando o que Falar
Tuesday, 17 August 2021 04:55

Desde o fim da 2ª guerra mundial, no contexto da guerra fria os EUA apoiaram ou promoveram diretamente dezenas de conflitos, intervenções, ataques, atentados, golpes de Estado, invasões e destruições de soberanias ao redor do mundo, em especial em países latino-americanos.

Nestas empreitadas, a potência do Norte tanto colecionou êxitos como fracassos. Cuba é o mais retumbante e longo fracasso; já dura 6 décadas.

Mesmo quando alcançou objetivos imediatos com seu intervencionismo ilegal – como no Haiti e na Líbia, para citar dois exemplos tragicamente emblemáticos – os EUA legaram ao mundo um saldo de longo prazo absolutamente desastroso e catastrófico.

Já nas guerras de longa duração que encabeçaram com suas tropas próprias ou mercenárias em solo estrangeiro, os EUA foram, contudo, fragorosamente derrotados, como aconteceu no Vietnã, Iraque e Afeganistão.

Nestas três guerras, as Forças Armadas mais poderosas do planeta – e, supostamente, imbatíveis – foram escorraçadas por forças de resistência com capacidades bélicas e tecnológicas incomparavelmente menores.

Para a potência imperial que possui uma máquina militar poderosíssima e sem precedentes de comparação em toda história da dominação imperialista, a derrota na guerra do Afeganistão tem o mesmo sabor de vexame e humilhação provado no Vietnã. As imagens dos helicópteros estadunidenses sobrevoando as embaixadas em Saigon [1975] e Cabul [2021] falam por si.

Como assinalou o cineasta estadunidense Michael Moore,

A queda, mais uma vez. A América perde outra guerra. Nossa guerra mais longa. ‘Somos o nº 1 !!’. Gastamos mais de US $ 2 trilhões. Sacrificamos mais de 2.300 vidas de americanos para invadir um país onde Bin Laden nunca foi, em lugar nenhum, encontrado. Bush disse que não tinha interesse em capturá-lo. A equipe de Obama o encontrou em uma casa na mesma rua de ‘West Point’ do Paquistão. Quem diria!

NÓS somos os invasores. O Talibã não é invasor – eles são afegãos – é o país deles! Eles são loucos religiosos. Nós sabemos o que parece – nós temos o nosso próprio!

Que bagunça trágicaReembolsar o complexo militar-industrial (aumentar o financiamento para veteranos!), Reembolsar a NSA e a Segurança Interna. Eles enviaram nossas jovens tropas para a morte. Vergonha! 15 dos 19 sequestradores em 11 de setembro eram da Arábia Saudita! Nem do Afeganistão, nem do Iraque, nem do Irã …

Mais uma vez, fomos derrotados por um exército sem aviões bombardeiros, sem contratorpedeiros, sem mísseis, sem helicópteros, sem napalm – apenas um bando de caras em picapes. Não ganhamos uma guerra real na defesa deste país desde a Segunda Guerra Mundial.

76 anos atrás hoje …”.

A despeito da sua temível força militar, do poder bélico sofisticado, do auxílio de exércitos mercenários e das tecnologias altamente mortíferas, os EUA perderam as guerras prolongadas em que se meteram, deixando um rastro devastador para trás.

Jeferson Miola

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

Artigo publicado originalmente em https://www.brasil247.com/blog/de-saigon-a-cabul-eua-colecionam-derrotas-em-guerras
 
Frieza de Biden sobre vitória taleban lembra que Cabul é pior que Saigon. Por Igor Gielow
Dando o que Falar
Tuesday, 17 August 2021 03:50

IGOR_GIELOWO desastre político e de imagem para os Estados Unidos no Afeganistão está evoluindo de forma tão rápida quanto a queda do país para as tropas do Taleban.

 
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