| Instituto Mídia Étnica: 11 anos rompendo as amarras do coronelismo midiático. Por Luciane Reis |
| Friday, 28 October 2016 04:03 | |||
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De Youtubers e influencers digitais como “Tia Má”, “Frases de Mainha”, “Tá Bom pra Você?”, “Muro pequeno”, “PH Cortes”, “Afro e Afins”, e tanto outros que vem dando destaque a segmentos invisibilizados e que sofrem violações na mídia diariamente. Falar dos 11 anos do IME, é falar da desconstrução da noção de “democracia racial”, igualdade de oportunidades e participação social nos veículos e meios de comunicação brasileiros. É falar de uma disputa cotidiana com uma mídia majoritariamente branca, hétero, católica ou evangélica que naturaliza o sentimento de que negros, gays e mulheres pertencem a grupos “minoritários”, logo, com direitos e referenciais passíveis de serem violados e invisibilizados pelo racismo midiático que conhecemos.
É preciso repensar nossa forma de se comunicar com a sociedade brasileira e, nesse sentido, as mídias negras são uma grande aliada, uma vez que rompem com a cultura de que para ser válido, precisa ser noticiado em veículos legitimados por uma sociedade não negra e que denunciamos todos os dias como promotoras das diversas opressões que nos atingem. Precisamos ser ousados no fortalecimento dos nossos veículos e, principalmente, na produção de conteúdo para esses sites e blogs.
Nesse repensar nossa postura com esses veículos não vejo melhor presente ao Instituto Mídia Étnica e demais veículos negros, do que a sua potencialização por cada um de nós que militamos por um mundo melhor, rompendo assim com parte do ciclo negativo que tanto nos assola. Logo, discutir a ampliação e fortalecimento destes é um desafio a todos aqueles que lutam pela promoção da igualdade – em especial a racial no Brasil.
Luciane Reis é publicitaria, idealizadora do MerC’afro e pesquisadora de desenvolvimento econômico, com foco em afro empreendedorismo e vulnerabilidades periféricas. Artigo publicado originalmente em http://portalsoteropreta.com.br/instituto-midia-etnica-11-anos-rompendo-as-amarras-do-coronelismo-midiatico/
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