| Estado reforma prédio de 157 anos que recebeu D. Pedro II em Salvador |
| Wednesday, 18 January 2017 16:37 | |||
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“O edifício tem escala monumental em estilo neoclássico com planta do tenente coronel João Bloem, do Corpo de Engenheiros Militares do Império, com fachada principal, escadaria e jardins escalonados voltados para a Baixa dos Sapateiros, formando um cenário de magnitude para quem está no Pelourinho”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, o asilo possui formato de eixo, de grande rigor formal, com 75 quartos voltados para o exterior e o pátio interno, fora outros cômodos, seis grandes salões e mais de 100 janelas. “A construção do prédio é em alvenaria de tijolo, a escadaria de mármore italiano e o piso do saguão em lioz colorido”, completa o diretor do IPAC. NOVA PRAÇA – No local, abaixo da escadaria, está sendo construída a Praça Ary Barroso, mais um espaço de lazer para o Centro Histórico, com área de 470 metros quadrados e acesso pela Baixa dos Sapateiros. “Estamos verificando a possibilidade de implantar uma iluminação especial após o término das obras”, adianta o diretor do Dircas/Conder, Maurício Mathias. Ele lembra que a reforma integra o trabalho de conservação e manutenção que a Conder realiza no Centro Histórico. O investimento é de R$ 500 mil para a reforma da fachada, área externa e pintura, com recursos do Tesouro estadual. O prédio é coberto por quatro lances de telhado de uma só água, que convergem para o pátio onde se encontra uma cisterna. Em 1886, Lopes Rodrigues desenha nova fachada para o edifício e, em 1914, Rossi Batista levanta um frontão com o brasão da Ordem. A construção da escadaria se dá entre 1901 e 1907. A Conder é vinculada à secretaria de Desenvolvimento Urbano e o IPAC à secretaria de Cultura. , facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’. BOX opcional – CENTRO HISTÓRICO: O IPAC não é responsável direto pelo Pelourinho, mas entende como importante seu papel na aplicação de políticas públicas para preservação do patrimônio cultural baiano. Pela Constituição Federal, leis municipais, estaduais e federais, assim como nas capitais e em qualquer cidade brasileira, a área é de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, já que é eleita e paga com dinheiro público para administrar o uso, licenciamento e ocupação do solo urbano do Município. O Centro Histórico de Salvador é também uma área tombada pela União, via IPHAN/Ministério da Cultura, como Patrimônio do Brasil (1984), e chancelada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (1985).
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