| IPAC autoriza retirada de escombros, preservação de fachada e notifica Prefeitura acerca de 250 imóveis em risco |
| Friday, 28 April 2017 19:13 | |||
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“Este mapeamento anunciado pela Codesal deve ser compartilhado com antecedência para todas as instâncias federativas na capital, como IPHAN, IPAC, Ministério Público e outros entes, para que tomem conhecimento e providências de acordo com suas áreas de jurisdição”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, desde a manhã de terça-feira (25) técnicos do IPAC realizam vistoria e análise para garantir preservação de edificações e evitar novos desabamentos na área. A Soledade é protegida pela Prefeitura através da Lei Municipal nº3.289/83 como ‘Área de Proteção Rigorosa’. A região é tombada também pelo Estado da Bahia. A conservação de imóveis em áreas protegidas é atribuição do proprietário que pode ser responsabilizado, inclusive criminalmente, caso ocorra danos e perdas. Em segunda instância, a Prefeitura, responsável pelo uso e ocupação urbana do solo do território da capital. Ao ser protegido, o imóvel tem prioridade nas linhas de financiamento municipais, estaduais, federais ou até internacionais. Igreja de Brotas e casas do Pelourinho, como o Centro Castro Alves, são exemplos de imóveis restaurados com financiamentos, nesse caso, ambos com recursos do Fundo de Cultura. No interior, Editais de Patrimônio/SecultBA já possibilitaram restauro do Solar do Barão (Itapicuru) e imagens do Convento da Piedade (Ilhéus), dentre outros. IPHAN, Ministérios do Turismo e da Cultura são outras instâncias com leis de incentivos e financiamentos para restaurações. COLÉGIO – Em benefício do bairro protegido pelo Município (Lei Municipal nº3.289/83) e Estado (Decreto nº28.398/81), a SecultBA/IPAC e a Secretaria de Educação (SEC) estão desenvolvendo conversações para novos investimentos na área. Ontem (27), o secretário da Educação, Walter Pinheiro, fez visita com sua equipe técnica ao Colégio Estadual Carneiro Ribeiro Filho, acompanhado pelo diretor do IPAC, João Carlos, para verificar a situação local. Walter Pinheiro percorreu a Ladeira da Soledade, a escola e as imediações dos desmoronamentos. Parte dos escombros das casas nº144 e nº146, caiu sobre o estacionamento da escola. Pinheiro percorreu a escola e destacou que a unidade já tinha previsão de uma intervenção de manutenção que deverá ser iniciada imediatamente em função do ocorrido. “Nós vamos mudar o plano de intervenção a começar por um paredão de um dos casarões afetados. A ação agora é no sentido de promover de forma rápida uma reforma que também vai contemplar uma quadra coberta, ao mesmo tempo, fazendo com que essa parte da escola possa dialogar com a comunidade”, destacou o secretário, que também avaliou a possibilidade do local receber uma Praça da Ciência. UNIÃO, ESTADO e MUNICÍPIO – Pela Constituição, a preservação do patrimônio é compartilhada entre União, Estado e Município. Na Bahia, o IPHAN/MinC promove a proteção de bens culturais importantes para a história do país. Já o Estado desenvolve política para o patrimônio estadual, enquanto os Municípios (câmaras e prefeituras) legislam e executam a proteção de bens de importância regional/local. Apesar de ser a primeira capital do Brasil, com 468 anos de fundada, Salvador só passou a ter política de patrimônio em 2014, quando a prefeitura criou um Conselho de Cultura, e a Câmara Municipal aprovou Legislação específica. Desde então, a PMS fez tombamento da Pedra de Xangô (Cajazeiras), do terreiro de candomblé Hunkpame Savalu (Liberdade) e do Cristo (Barra), dentre outras ações. , facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.patrimonio.
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