| Representatividade negra na política foi discutida na Virada Política |
| Thursday, 10 May 2018 11:11 | |||
|
Sílvio Humberto avaliou positivamente a atividade, destacando a oportunidade de abertura do diálogo com a juventude. Esse público, segundo o parlamentar, é o principal impactado pelo revés sofrido pela democracia no País e é, também, o mais apto a promover as mudanças que o Brasil precisa para retomar o rumo de desenvolvimento e conquistas sociais. Abordando o tema da baixa representatividade dos negros em cargos políticos, o legislador, que é também militante do movimento negro, com atuação no campo da Educação, associou o quadro ao fenômeno do racismo. “Não é possível esconder o fato de que o racismo, essa chaga social, estrutura todas as relações na nossa sociedade. Ele determina quem vai ou não acessar os espaços de poder”, assinalou Sílvio. O vereador reclamou e chamou à atenção para outro fato grave. “Em pleno Século XXI, Salvador, cidade de população de absoluta maioria negra, não ter experimentado eleger um prefeito ou prefeita negra é um exemplo claro do que estamos afirmando”, destacou. Sílvio ressaltou, ainda, um ponto de extrema relevância para ele. “Querem nos fazer crer que podemos superar o racismo através de estratégias individuais de ascensão econômica. Mas não adianta. As saídas para a população negra não podem ser estas. Precisam ser coletivas”, pontuou. A mesa de debate sobre representatividade negra foi composta, ainda, pelo ex-secretário estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Carlos Martins; pela ex-vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento; e pela delegada de Polícia, Ajurimar Oliveira. A discussão foi mediada pela vice-presidente da União Nacional dos Estudantes da Bahia (UNE-BA), Carolina Nunes
|
|
Agenda |
Aldeia Nagô |
Capa |