| Mais da metade dos bares e restaurantes opera no prejuízo, diz pesquisa da Abrasel Nacional |
| Monday, 09 November 2020 14:50 | |||
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Responsáveis por mais de seis milhões de empregos no Brasil antes da pandemia, os bares e restaurantes operam hoje com menos funcionários – e a perspectiva da maioria é não contratar no curto prazo, se o faturamento continuar decepcionando. "A pesquisa retrata o que estamos vivendo no dia-a-dia, a busca incessante de superação da impiedosa equação: custos operacionais maiores somados a oferta e a demanda reduzidas e conseguir fazer com que o resultado seja positivo para gerar capacidade financeira de honrar os compromissos, manter os empregos, tudo isso ainda enfrentando o aumento dos preços dos ingredientes utilizados, ausência de transporte noturno para colaboradores, e um grau de endividamento jamais visto no segmento. Os desafios são enormes, e a disposição de vencer também!", disse o presidente executivo da Abrasel, Luiz Henrique do Amaral. “Em algumas cidades ficamos fechados por seis longos meses, e no começo da retomada só nos foi permitido abrir em horários muito restritos. Agora começa uma flexibilização maior e a expectativa é termos uma retomada gradual do faturamento. Alguns perfis de empresa estão sofrendo mais, como os que atendem as classes A e B. Em volume estimo que já chegamos a 60% do que era na mesma época de 2019, antes da pandemia”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Para ele, este último dado confirma a expectativa da associação de que com o equilíbrio da oferta, já que 30% dos estabelecimentos deixou de operar, quem sobreviver até dezembro voltará a fazer o faturamento pré-crise. A pesquisa, realizada nos 27 estados, apontou também um alto nível de endividamento das empresas. Nada menos que 62% disseram ter contraído empréstimos para sobreviver durante a crise – e outros 18% afirmam haver tentado, mas receberam negativa dos bancos. Quase um terço (30%) dos respondentes estima levar até dois anos para trazer as dívidas a um patamar normal ou aceitável. “A pesquisa mostra que quem conseguiu sobreviver terá um caminho duro pela frente nos próximos meses e até nos próximos anos. O setor precisa de atenção contínua para assegurar os empregos e ter alguma perspectiva de recontratação”, afirma Solmucci. Dos respondentes, 57% dizem não ter a intenção de contratar agora. E dos que dizem pretender fazê-lo, a expectativa da maioria é aumentar o quadro em apenas 10%. A pesquisa também avaliou a percepção dos empresários quanto ao aumento dos insumos na retomada. Sem estoques, devido ao longo tempo fechado, o susto foi grande na hora de reabastecer a cozinha: quase metade (47%) avalia que o preço dos insumos está pelo menos 15% mais caro do que era antes da pandemia, um número bem acima da inflação geral. Com o aumento, muitos têm de repassar parte dos custos para o cardápio. Metade dos empresários (50%) afirma ter aumentado os preços dos pratos entre 6% e 10%. Com os custos em alta e faturamento ainda abaixo do ideal, 23% esperam levar seis meses para equilibrar o caixa, e outros 20% dizem esperar alcançar o equilíbrio em até um ano.
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