| Os povos indígenas estão no centro do debate sobre o país que nós queremos afirmou José Augusto Sampaio |
| Friday, 24 June 2022 00:05 | |||
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O encontro, dias 21 e 22 de junho, contou com a presença de secretarias estaduais e representantes de povos indígenas da Bahia. O professor e antropólogo José Augusto Laranjeiras Sampaio, sócio fundador da Anaí, apresentou a situação dos povos indígenas da Bahia e do Brasil no atual contexto. Para ele, os povos indígenas estão na linha de frente e no centro de qualquer debate sobre o país que nós temos e o país que nós queremos. Ele chamou atenção para os ataques dos poderes judiciário, executivo e legislativo no país, tanto na educação escolar indígena, quanto no contexto ambiental e de demarcação de territórios indígenas. José Augusto defendeu que o Estado da Bahia tenha políticas públicas voltadas para demarcação de territórios indígenas. “Eu espero que o COPIBA seja um espaço de reflexão e de exercício de políticas públicas indigenistas. Eu desafio a Bahia de fato produzir políticas públicas indigenistas competentes e consistentes”, destacou. Segundo ele, outras políticas públicas também podem ser implementadas no estado como a Educação. “A educação é um assunto de estudante, todas as vezes que eu vou em uma audiência pública sobre educação, só fala burocrata e professor, estudante não fala. Mas a educação também é assunto de estudante”, afirmou. Na sua exposição, o professor analisou o cenário político e econômico nacional: “Quem pode ser inspiração para buscar alternativas para o poder econômico não é mais o operário do ABC, são os povos indígenas, os ribeirinhos, os quilombos. A pauta indígena, é uma pauta fundamental para a gente discutir o país que a gente quer, se a gente quer um país com mais distribuição de riqueza, temos que pensar em refazer o poder econômico. Os povos indígenas são resistência e são inspiração, nós temos que pensar nisso.”
Expectativas Durante o Acampamento dos Povos Indígenas da Bahia, de 26 a 29 de abril no Centro Administrativo da Bahia (CAB) aconteceram várias reuniões entre representantes dos órgãos do governo estadual e as representações dos povos indígenas. Por isso, a expectativa é que na reunião do COPIBA as secretarias estaduais apresentem devolutivas sobre as demandas e as ações executadas para as comunidades indígenas. O COPIBA é composto por vinte e nove membros, sendo quinze titulares e suplentes representantes de secretarias estaduais, como a Secretaria de Justiça Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) que preside o colegiado e quatorze povos indígenas: Kaimbé; Kiriri; Pankararé; Pataxó Hã-Hã-Hãe; Pataxó; Tumbalalá; Tupinambá; Tuxá; Atikun/Fulni-ô; Xukuru-Kariri-Fulniô/Payayá; Kantaruré/Potiguara; Pankaru/Xacriabá; Truká/Tapuia; Xukuru-Kariri/Kambiwá. Devido ao contexto pandêmico o COPIBA não pode se reunir presencialmente desde 2020 e agora encaminhará as providências da recomposição do colegiado para a nova gestão. Fotos : Grazy Kaimbé
Texto : Grazy Kaimbé Edição : Claudia Correia
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| Last Updated on Sunday, 26 June 2022 07:12 |
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