| Instituto Pólis sugere prioridades para avanços das políticas públicas para as cidades em 2023 |
| Friday, 09 December 2022 00:52 | |||
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O Instituto Pólis, organização da sociedade civil de atuação nacional, sem fins lucrativos, apartidária e pluralista, aponta desafios e sugestões de medidas que devem nortear as políticas públicas para as cidades em 2023. Com foco no direito às cidades, as sugestões têm como base a análise de indicadores, estudos e pesquisas desenvolvidas ao longo do ano por especialistas do Pólis. As indicações de como avançar em temas fundamentais para a vida das populações nos territórios – como direitos dos jovens, resíduos sólidos, justiça energética, urbanismo, habitação, segurança alimentar e democracia – foram elaboradas com base no trabalho do próprio Instituto em cada uma dessas áreas. “Temos muito o que avançar para consolidar os direitos das populações das cidades, principalmente grupos socialmente mais vulneráveis, como mulheres, pessoas negras e com renda familiar de até um salário mínimo”, aponta Henrique Frota, coordenador-executivo do Pólis. “Os gestores públicos que assumem cargos a partir de janeiro devem priorizar a inclusão dessas pessoas em suas políticas, de forma transversal, tomando ações que combatam as injustiças às quais essas populações estão submetidas”, afirma. Confira a seguir as recomendações preparadas pelas equipes do Pólis para que as pessoas que assumirem cargos públicos em 2023 promovam, efetivamente, melhorias na vida das populações das cidades. DEMOCRACIA Considerando que os ataques à democracia brasileira devem seguir no ano de 2023 por grupos de extrema-direita, é?preciso que sejam fortalecidas as formas da democracia participativa nas cidades brasileiras. Combater as desigualdades sociais e territoriais?é fundamental nesse processo de defesa da democracia. A adoção de um sistema nacional de promoção da participação política, assim como um programa nacional de educação em direitos e cidadania, com foco em grupos de pessoas vulneráveis e comunidades periféricas, pode contribuir para um movimento político e social que evite mais retrocessos da democracia no país e nas cidades. JUVENTUDES Para garantir os direitos das juventudes – como política de Estado e não de governo – é necessário um plano intersetorial e interfederativo na promoção de políticas públicas que contemplem as diversas situações vivenciadas por este segmento, permitindo que construam trajetórias de vida significativas. Entre as questões prioritárias, destacam-se:
RESÍDUOS SÓLIDOS Os municípios devem implantar a coleta seletiva em três frações, custeando a coleta diferenciada da fração orgânica (50% do total dos resíduos domiciliares), bem como a compostagem. Não devem implementar sistemas de recuperação energética como incineração, CDR (combustível derivado de resíduos) para queima em cimenteiras, pirólise e plasma. As prefeituras podem apoiar as cooperativas por meio da cessão de áreas para a instalação de unidades de triagem, com financiamento da construção e capacitação dos profissionais, para que atuem em conformidade com as regras de prestação dos serviços na cidade e também no âmbito interno das organizações.? As seguintes medidas devem ser tomadas imediatamente pelos novos gestores públicos da área em diferentes instâncias de poder: Executivo Federal:
Legislativo Federal:
JUSTIÇA ENERGÉTICA O acesso à energia limpa, acessível e de qualidade é fundamental para o desenvolvimento sustentável, tendo como foco a mitigação à crise climática e a redução da pobreza, das desigualdades e da insegurança alimentar. O conceito de justiça energética envolve a reivindicação de que a transição do atual sistema de produção e de consumo de energia inclua questões sociais e, por isso, também esteja atrelada à luta por direitos das populações socialmente marginalizadas. A efetivação de uma transição energética justa e popular passa, necessariamente, pelo combate à pobreza energética e ao racismo ambiental. Os impostos e encargos representam quase a metade do valor cobrado na conta de energia elétrica da população brasileira – são recursos destinados a políticas públicas do setor, como subsídios a determinadas fontes de energia. Com a decisão de se contornar a crise hidro-energética por meio do acionamento de termelétricas a carvão, óleo diesel e gás, esses encargos não param de subir, de forma a impactar diretamente no bolso da sociedade, colaborando no aumento do preço da conta de luz. Frente a essa realidade, as seguintes medidas são urgentes:
URBANISMO É urgente estabelecer programas estruturados e multissetoriais para as periferias, produzindo melhorias nos territórios onde vivem majoritariamente a população de menor renda, indígenas, negros, mulheres chefes de família e jovens em contexto urbano. Tais programas precisam adotar uma visão interseccional e reconhecer que cidades mais inclusivas e democráticas serão criadas apenas se as dimensões de raça e sexo/gênero forem incorporadas de forma indissociada na interpretação do fenômeno urbano. As melhorias em infraestruturas, com destaque para o necessário avanço no saneamento e no acesso à água, precisam vir junto de políticas sociais, ambientais,?de educação, cultura, esporte e lazer, em um esforço coordenado e integrado de diferentes áreas. As seguintes medidas de atendimento habitacional para as diversas categorias de déficits são necessárias:
SEGURANÇA ALIMENTAR Com o objetivo de corrigir equívocos passados e promover avanços significativos na área, as medidas a seguir devem ser tomadas imediatamente: Revogações:
Instituições:
Sobre o Instituto Pólis | Organização da sociedade civil (OSC)?de atuação nacional, constituída como associação civil sem fins lucrativos, apartidária e pluralista. Desde sua fundação, em 1987, o Pólis tem a cidade como lócus de sua atuação. A defesa do?Direito à Cidade está presente em suas pesquisas, trabalhos de assessoria ou de avaliação de políticas públicas, sempre atuando junto à sociedade civil visando o desenvolvimento local na construção de cidades mais justas, sustentáveis e democráticas. São mais de 30 anos de atuação com equipes multidisciplinares de pesquisadores que também participam ativamente do debate público em torno de questões sociais urbanas. Aproxime-se https://polis.org.br/
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