| Mostras e oficinas no encerramento do #DançaemMovimento |
| Friday, 16 September 2016 22:12 |
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O projeto #DançaemMovimento foi idealizado por Douglas Rodrigues, Lyu Barbosa e Meirejane Lima, alunos do Curso Técnico, que ocupou e movimentou a Escola de Dança da Funceb durante dois meses, ofereceu gratuitamente oficinas de dança, teatro e discussões sobre diversos temas, alcançou mais de 1500 pessoas, mobilizando cerca de 60 profissionais das artes, que apoiaram voluntariamente a iniciativa. Sobre o projeto, pensado por jovens, o secretário comentou que o leva a se lembrar dele próprio. “Quando era estudante da Universidade Federal, participei de eventos semelhantes, há 35 anos”, comentou. Jorge lembrou que o costume de muitos alunos da faculdade, naqueles anos 1970, era ir à praia. “Nós resolvemos criar um núcleo, promovendo um curso de filosofia da arte. Aprendi muito neste período”, lembrou. Propostas do projeto - A estudante e co-idealizadora do projeto, Lyu, explicou que o #DançaemMovimento gerou muita discussão e amadurecimento de quem se envolveu com a realização: “Nossa vontade era a de mobilizar as pessoas e mostrar que, juntos, somos fortes”. A também mentora e aluna Meirejane destacou que uma das propostas do projeto foi fazer com que os artistas e alunos participantes refletissem sobre a sociedade e de que forma poderiam atuar, não somente na Escola, mas levando informações e questionamentos para as suas comunidades. O terceiro organizador e aluno, Douglas, registrou que muitas pessoas carregam histórias de castração, por nunca terem podido fazer dança. “Com este projeto buscamos mostrar que todo mundo pode apreciar e fazer arte”. Lyu, Meirejane e Douglas são alunos do Curso Técnico da Escola de Dança da Funceb, que já formou 27 turmas. Em 32 anos de história, a Escola de Dança da Funceb já formou mais de 300 dançarinos. Os dançarinos formados na instituição são estimulados a terem posicionamento como artistas cidadãos, comprometidos com sua arte. “Eles são incentivados a exercitarem o empoderamento. Este caminho é percorrido para muitos desde cedo, já que a Escola oferece vagas, no Curso Preparatório, para jovens a partir dos 5 anos de idade”, considerou a diretora Fernanda Tourinho. “O nosso ideal com o #DançaemMovimento foi democratizar as artes, mesmo enfrentando dificuldades, levando a resistência para a periferia, centro, interior”, detalhou a aluna Lyu. “De nossa parte esta luta não vai parar”, concluiu Jorge Portugal. Programação - A programação iniciada por um aulão de Street Jazz, com Uzinho Cavalcante, e Dança Afro-Brasileira, com Robert Campelo, teve sequência com uma mostra artística, reunindo os trabalhos: O lado oculto do poder (Marcelo Moreira), Só quero comer (Nefertiti Charlene), O horizonte é quando a vista deita os enganos do mundo (Ana Brandão, Thiago Cohen), Suicídio Anacrônico (Jean Souza). Às 17h, na Praça da Sé, o Teatro Popular do Grupo Cultural ANEXU’S apresenta - Lá vem o Golpe (Dêvid Gonçalves). Parte do projeto #DançaemMovimento, a exposição Tela Viva #2, montada na Escola de Dança da Funceb, foi conferida pelo secretário Jorge Portugal e ainda pode ser visitada pelo público até o dia 29 de setembro. Na mostra o grafiteiro, cenógrafo, ilustrador e arte-educador Marcos Costa pinta corpos urbanos dançantes, que são fotografados e filmados, gerando o acervo da exposição Tela Viva –Impressões do Graffiti em Corpos Urbanos. A exposição conta com fotografias de Sidney Rocharte e um vídeo produzido pelo cineasta Ailton Pinheiro. |
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