| Cortejo faz homenagem à Rainha Nzinga |
| Thursday, 23 March 2017 17:08 |
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Tereza Oliveira, professora no Núcleo do Nordeste de Amaralina, informa que adereços e contextualização da temática foram trabalhadas em paralelo com a dança em oficina, intitulada Conhecendo a nossa história. “A confecção das coroas das rainhas foi feita pelas crianças e seus pais”, acrescenta. No ano passado, com o tema Eco Mulher - a mulher preservando o ecossistema, a Caminhada reuniu cerca de 700 pessoas, membros de projetos sociais e culturais, que formaram diversas alas temáticas, além de personalidades e moradores do Nordeste. Muitos participantes utilizaram pintura facial e corporal, numa menção ao costume de Nzinga, que muitas vezes adotou esta estratégia como símbolo de luta e resistência frente aos colonizadores portugueses. Guerreira - Angola Nzinga, guerreira, estrategista política e militar, que foi uma líder carismática, passou a vida combatendo e morreu sem nunca ter sido capturada. “Quem é Nzinga? Quem foi esta rainha? São questões apresentadas para estes jovens que freqüentam a Escola de Dança da Funceb no Centro Social urbano. Outros temas também abordados no CSU estão relacionados ao direito das crianças negras e à saúde das mulheres negras com um trabalho relacionado com dança, arte, cultura e educação. “Trabalhamos a contextualização para que as crianças saibam que uma mulher negra, em 1800, conseguiu lutar contra a escravidão imposta por reis poderosos e brancos, portugueses. Estas mulheres tomam parte da história”, afirma Tereza Oliveira, dançarina e mestre em educação no núcleo do Nordeste de Amaralina. A também especialista em arte-educação diz que a ideia é construir o sentimento de pertencimento à comunidade, a partir destes personagens que fizeram história, mas que não constam nos livros escolares. Fanfarras e aplausos - O cortejo conta com bandas percussivas e de fanfarra, além do som de berimbaus e de grupos de capoeira. A Caminhada, uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social), sai de Amaralina, segue pela Avenida Manoel Dias e arranca aplausos de quem se posiciona para assistir a passagem. O encerramento no Largo das Baianas, em Amaralina é marcado pela integração de todos participantes. Fundada em 1984, a Escola de Dança faz parte do Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural do estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).
Fotos da Caminhada 2016: João Raimundo Ascom SJDHDS
Quando: 25.05 (sábado), 9h |
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