| Godó, o mensageiro do Vale estréia nesta quarta, dia 29 no TCA |
| Tuesday, 28 March 2017 08:27 |
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Ficção inspirada em fatos reais, acontecidos no Vale do Paty, na Chapada Diamantina, na Bahia, os quais acabaram condicionando a vida dos moradores, que foram obrigados a deixar o local após um decreto governamental que proibiu o cultivo do café, no final da década de 60, mais do que dialogar com questões socais e antropológicas, “Godó” é uma imersão no mundo mágico de uma região que se manteve praticamente isolada da civilização. Depois de quatorze anos de pesquisa, oportunidade em que estreitou contato com as poucas famílias que ficaram no Vale do Paty, transformado em reserva ecológica, Caco Monteiro construiu uma fábula na qual incorpora não apenas o personagem Godó, um homem de outro tempo, mas, também, captura o espírito do local, o espírito de uma época. Com uma narrativa que usa do recurso do flashback, Godó, aos noventa anos, leva o espectador ao seu mundo fabular, retornando a infância, ao convívio com o pai e a mãe, além da galinha Zenaide e do amigo imaginário Biziu. E, vivendo cada qual, em um desdobramento interpretativo que reforça o sentido da dramaturgia, mas, também, revela a versatilidade do ator, o espetáculo acaba sendo um instrumento de reflexão a respeito da existência, dos sonhos e do próprio sentido da finitude. A construção do personagem Godó, nome que se origina de um purê de banana, muito apreciado na Vale do Paty, se deu por via de longos ensaios com John Mowat, nos quais Caco Monteiro o aprimorou dentro do conceito do Teatro Físico e Visual. O diretor inglês faz parte do grupo teatral português Chapitô, responsável pela encenação de Édipo, Drácula e O Grande Criador, entre outros sucessos. Ator e produtor cultural, Caco Monteiro, 57 anos, trafega entre o teatro, o cinema e a televisão. Já ganhou diversos prêmios, como o Martim Gonçalves de Melhor Ator, em 1983, pela sua atuação na peça O Inspetor Geral, de Gogol. No cinema, participou de dezenas de filmes, entre eles a produção internacional Dawson, Isla 10 (2008), de Miguel Littin, Irmã Dulce (2014), de Vicente Amorim, e Faroeste Caboclo (2011), de Renê Sampaio. Na televisão, participou de Laços de Família, em 2000, além de atuar em outras novelas e seriados da Rede Globo. No ano passado, foi assistente de direção de Deborah Colker na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2106. A iluminação de Godó, o mensageiro do Vale, é de Jorginho de Carvalho. Por sua vez, a trilha original é de Leco Brasileiro, enquanto Thais Bandeira assina a preparação corporal. A cenografia é de Daniela Steele. Já o figurino é de Maurício Martins.
Onde: Teatro Castro Alves Quando: 29 e 30 de março/20h Ingressos: R$40,00/R$$20,00 Facebook: godoomensageirodovale Onde: Teatro Sesi – Rio Vermelho Quando: 1.º a 30 de abril (sábados e domingos)/20h Ingressos: R$50,00/R$$25,00 Facebook: godoomensageirodovale Ficha técnica: Godó, o mensageiro do Vale Texto e atuação: Caco Monteiro Colaboração do texto: Maurício Assunção Pesquisa: Diana Almeida e Caco Monteiro Direção: John Mowat Codireção: Mauricio Assunção Iluminação: Jorginho de Carvalho Sonoplastia e operação de som: Leco Brasileiro Preparação Corporal e assistente de direção: Thaís Bandeira Figurino: Maurício Martins /Acervo Boca de Cena Cenário e Identidade Visual: Daniela Steele Cenotécnico: Gringo Freitas Operador de luz: Antonio “Kika” Fotos: Cláudio Zakka/Mauricio Requião Realização: Seu Kirim Produções Artísticas Assessoria de imprensa: Magma Comunicação – Raul Moreira: 988264787 |
| Last Updated on Tuesday, 28 March 2017 08:46 |
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