| "O tombamento traz respeitabilidade por parte do Estado”, diz Taata Anselmo do Terreiro Mokambo |
| Tuesday, 25 April 2017 20:23 |
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Para Taata Anselmo, além de trazer reconhecimento dos poderes públicos, o tombamento do IPAC possibilita conseguir recursos com projetos, já que o bem cultural tombado tem prioridade nas linhas de financiamento. “Temos que ter continuidade e sustentabilidade para garantir que as futuras gerações tenham acesso a esse conhecimento cultural”, explica. Localizado na Vila 2 de Julho, Trobogy, na Avenida Paralela, em Salvador, o Mokambo foi fundado em 1996 pelas mãos do Taata Kamukenge (Gervásio da Silva, Pai Zequinha), o Taata Pokó do Terreiro São Jorge Filho da Goméia. A tradução do nome do terreiro é a ‘Casa da Força Espiritual das Divindades Dandalunda e Tempo’. ANGOLA e BANTU – A história dos terreiros da nação Angola também foi destaque na fala do Taata Anselmo. “Os primeiros negros escravizados que chegaram ao Brasil vinham do atual território de Angola – os Bantu – entre os séculos XVI e XVIII, por isso, cerca de 90% da herança africana que temos vem desses povos”, disse. O diretor do IPAC destacou a atuação do Mokambo nas políticas públicas. “Taata Anselmo conseguiu R$ 89 mil do Fundo de Cultura ao inscrever Plano Museológico e Memorial no Edital Museus/IPAC, se tornando exemplo para outros terreiros”, disse João Carlos. “Com o plano museológico conseguimos implantar visitas guiadas, pesquisas, oficinas, dinamizar a biblioteca e o núcleo educativo” completa Taata Anselmo. O diretor do IPAC lembrou das ações integradas. “A municipalidade de Salvador, órgãos e secretarias municipais e estaduais devem estar atentos e atuantes junto a essas comunidades que têm a sua importância cultural reconhecida oficialmente”, comentou. Segundo ele, as comunidades podem solicitar melhorias de esgotamento sanitário, acessibilidade, energia elétrica, comunicação e outras ações de infraestrutura que beneficiam não somente o terreiro mas todo o bairro onde estiver instalado. LIVROS e VÍDEOS – Taata Anselmo falou do trabalho do IPAC. “Temos uma mudança efetiva nessa gestão do IPAC e comprovamos a aproximação que o instituto tem feito nos dois últimos anos com a comunidade religiosa de matriz africana na Bahia; isso é um diferencial!”, finalizou. Representantes de terreiros de candomblé de Salvador, como o Axé Opô Afonjá, além de autoridades, artistas e personalidades estiveram presentes na cerimônia. Logo após, começou a Festa de Mutalambô (Oxóssi no Kêto). O IPAC desenvolve muitas ações de proteção aos terreiros, não só tombamentos e registros, mas, publicação de livros e vídeo-documentários. , facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’. |
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