| Azulejos portugueses de 207 anos serão restaurados em Salvador |
| Friday, 04 August 2017 10:35 |
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“Mesmo não tendo responsabilidade legal direta para com monumento, o diretor do IPAC, João Carlos, teve a sensibilidade de nos visitar e oferecer ajuda; este é um tesouro secular que estava se perdendo”, afirma Jayme Baleeiro Neto, diretor executivo da Ordem terceira de São Francisco. O investimento emergencial do IPAC será de R$ 10 mil com recursos próprios e servirá como conservação inicial, necessitando depois que a Igreja ou o IPHAN façam a restauração completa. “Trata-se de um Bem Cultural Nacional de valor inestimável de azulejos feitos em Portugal durante o reinado de D. João V, entre 1730 e 1750; a área de intervenção cobre 85 metros quadrados”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. VISTORIA TÉCNICA – Na última quinta-feira (27) a equipe do IPAC realizou vistoria aos azulejos. “Existe infiltração que vem das calhas, e este pode ser um dos motivos dos azulejos estarem caindo da parede. A umidade é sempre vilã. As instalações precisam ser revistas. Quanto mais a área for preservada e coberta evitará esse tipo de degradação”, relata a restauradora do IPAC, Célia Moura, que coordenou a vistoria técnica. Segundo ela, após a revisão das infiltrações na estrutura do prédio, será necessário retirar os azulejos, fazer trabalho de dessalinização e colocação de placas de isolamento entre a parede e os azulejos”, afirma a especialista. Segundo a direção da Ordem, há mais de 15 anos que os azulejos não recebem manutenção. “Eles estão descascando em diversos pontos por ação do sol, do salitre e de infiltrações nas paredes”, conta Baleeiro. Responsável pela administração e conservação da igreja tombada pelo IPHAN, a Ordem informa não possuir recursos para o restauro. Baleeiro diz que faz contato com o IPHAN desde 2015 para alertar sobre a situação, mas não obteve resposta. Atualmente, o IPHAN/MinC restaura a Catedral Basílica de Salvador (Terreiro de Jesus), Palácio Arquiepiscopal (Praça da Sé), além de ter terminado as igrejas de São Domingos e de São Pedro dos Clérigos, ambas no Terreiro e tombadas pelo órgão federal. PARCERIAS – O IPAC atua sobre edificações da sua propriedade, ocupadas por suas diretorias ou que tenham recebido a chancela de tombamento, em Salvador ou interior do estado. “Imóveis e áreas como o Palacete das Artes (Graça), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Passeio Público (Campo Grande), Praça das Artes e Solar Ferrão (Pelourinho), dentre dezenas de outros, dispõem de manutenção permanente do IPAC”, diz o dirigente estadual, João Carlos. Ele lembra, que o IPAC tem feito ainda parcerias com prefeituras e organizações governamentais para orientação, obras e fiscalização como forma de continuar trabalhos em momento de crise econômico-financeira em todo o país. |
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