| Audiência pública debate regulamentação da profissão de artista |
| Friday, 18 May 2018 09:41 |
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As medidas que defendem a extinção da necessidade de Registro Profissional (DRT) para que artistas e técnicos em espetáculos exerçam suas atividades profissionais foram duramente criticadas pelo parlamentar no evento. Galo considerou que as ações precariza o trabalho do profissional da arte e é “um verdadeiro retrocesso civilizatório” à cultura no Brasil. “Esses ataques aos direitos culturais do povo brasileiro compõem o conjunto de retrocessos imposto ao Brasil desde que o consórcio golpista, capitaneado pelo MDB, DEM, PSDB, tomou o poder de assalto. É fundamental que a população e a classe trabalhadora das artes compreendam a complexidade da conjuntura e tenha muita clareza sobre o que representa ao futuro do nosso país esse desmonte civilizatório”, analisou Galo. O parlamentar recordou que o reconhecimento legal da profissão de artistas e de técnicos de espetáculos está garantido pela Lei n° 6.533/78, regulamentada em maio de 1978, há 40 anos — enquanto a profissão de músico foi reconhecida pela Lei 3.857/60. “Quando o judiciário tenta fazer um papel que não lhe cabe, o de legislar, as consequências são danosas à democracia. A desregulamentação, portanto, quer jogar no lixo uma conquista histórica, de 40 anos, que precedeu a redemocratização do nosso país. Devemos lutar e aglutinar forças para impedir mais esse retrocesso que, não por coincidência, ocorre num momento de instabilidade democrática”, enfatizou. Durante o debate representantes dos trabalhadores da arte ratificaram a importância da profissão artista e contestaram a alegação da Procuradoria-Geral da República de que estas leis seriam inconstitucionais, à medida em que exigem "diploma ou atestado para a profissionalização de artistas e técnicos" e estariam em discordância os artigos 5, inciso IX e 215, que dizem respeito, respectivamente, a "liberdade de expressão artística" e aos "direitos culturais" de todos os cidadãos. “Estamos num ambiente de retrocesso seríssimo, que afeta, não só os artistas, mas toda sociedade, cujo objetivo final é explorar o trabalhador. É uma medida que compromete a todos nós, portanto, inclusive a Universidade que também forma esses profissionais", analisou a diretora da Escola de Dança da UFBA, Dulce Aquino. “Os artistas e estudantes não estão satisfeitos com essa ADPF porque ela projeta consequências graves ao ensino de artes no Brasil e representa, além da retirada de direitos, a precarização total das relações de trabalho dos artistas”, afirmou Camila Ribeiro, coordenadora Nacional do Circuito e Arte da União Nacional dos Estudantes (UNE). |
| Last Updated on Friday, 18 May 2018 09:44 |
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