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Amanhã, grupos de dança do interior da Bahia e periferia de Salvador se apresentam na Mostra Artística EIDAN ANO 8
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Monday, 29 March 2021 14:30

Amanha_grupos_de_danca_do_interior_Ballet_Muncipal_de_CipAmanhã, terça-feira, 30 de março, às 19h, começa a Mostra Artística Virtual do Encontro de Interação em Dança – EIDAN ANO 8 que reúne coreografias de grupos, duos e solos de oito cidades baianas – Salvador, Lauro de Freitas, Juazeiro, Valença, Alagoinhas, Cipó, Ribeira do Pombal e Santo Amaro – trazendo uma diversidade de ritmos, como: a valsa, a dança contemporânea, o pagode baiano, entre outros.  A Mostra acontecerá dias 30 e 31 de março de 2021, às 19h, com transmissão pelo canal do EIDAN https://www.youtube.com/channel/UC05O-rd7sK9NjYJXYqcyyvw

Além da diversidade de ritmos, a Mostra Artística dará oportunidade de mostrar, ao público, como jovens de outras regiões da Bahia estão expressando e refletindo, através da linguagem da dança, sobre questões contemporâneas, como: religião, isolamento, meio-ambiente, violência, ancestralidade, entre outras. O júri selecionou 16 trabalhos de dança de 144 inscritos, sendo que 09 grupos receberão R$ 2.000,00 cada, e 07 duos e solos receberão R$ 1.000,00 cada como incentivo a continuarem produzindo dança.

Três coreografias trazem forte a importância da ancestralidade e do candomblé para a formação do povo negro: de Lauro de Freitas vem os trabalhos Omin Odo, que apresenta as movimentações da Orixá Oxum e a importância do acolhimento materno e o empoderamento feminino; e Axé que nos alimenta, um solo de Hainner Souza, que com a espada de Ogum faz o ritual para a paz, onde a dança é a armadura e assim vai-se à luta. De Salvador vem Justiça: Os olhos de Xangô, do Ballet Cultural Origens Africanas, que mostra a riqueza das danças e manifestações de matrizes africanas. Três trabalhos solo refletem as consequências da pandemia em nossas vidas: da cidade de Ribeira do Pombal vem Pelos Quatro Cantos, de Aline Bogarim, onde em meio à pandemia, buscou a conexão entre os vãos da casa e um amor se foi; de Salvador o espetáculo Abraço Ausente no Tempo Presente, de Marcelo Falcão, que nos convida a evitar o máximo de contato, afim de alertar a todos a importância da preservação e valorização da nossa vida e da vida do outro; e de Lauro de Freitas vem Submerso, com o Soul Moviment Project, que trata da sobrevivência, a agonia, a necessidade de respirar fundo, ser firme e não deixar submergir nessa pandemia. Outros trabalhos abordam o corpo, as relações, os movimentos, as sensações, como: Onsra, duo com Thiago Santos e João Vitor, de Alagoinhas, traz a pureza e simplicidade da conexão entre dois, que em energia são um; Relações, duo com Gueu JesusLia Brito de Salvador, que retrata um casal pego pela rotina, que vivem juntos infelizes, mas não conseguem se separar um do outro; Sensações, do Ballet Municipal de Cipó, onde os movimentos se entrelaçam a conexões externas e o corpo fala e transmuda nas sensações peculiares; (TER)roso, solo de Santo Amaro com Amanda Moreira, uma obra de pertencimento e questionamento sobre o seu lugar no mundo; e Metades de um todo, com a Honório Cia de Dança de Salvador, formado por artistas negrxs que trazem suas vivências e experiências como artistas contemporâneos. De Valença o espetáculo Sempre Assanhados, do grupo Os Assanhados, trazendo a alegria do pagode baiano; de Juazeiro, com a dança de rua vem Karma, do Inconstante ColetivoEncontros, do Grupo de Valsa Sintonia do Amor, que mostra a arte da periferia de Salvador com a leveza da valsa; e Nu Hoje, duo de Salvador, com Cleber Trindade e Dennis Berardinelle, que relata o que é corriqueiro em nossa atualidade e ensina a necessidade de nos mantermos atentos para não nos perdermos como seres humanos, independente de classe social, cor e suas divergências, o enxergar a dor do outro como algo que pode matar.

O Encontro propõe a troca de saberes ao conectar a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA, as redes cooperativas, as organizações públicas/privadas, como a Rede do Movimento de Teatro Amador da Bahia, o Atelier do Movimento Artístico – AMA e a Escola Contemporânea de Dança e Artes, bem como a participação e atuação de artistas independentes.

Esta edição do EIDAN tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO:

MOSTRA ARTÍSTICA VIRTUAL - EIDAN ANO 8

Data: 30 e 31 de março de 2021, às 19h

https://www.youtube.com/channel/UC05O-rd7sK9NjYJXYqcyyvw

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