| Vinícius Duran lança samba-reggae "Moída", unido SP e Bahia |
| Monday, 23 May 2022 07:23 |
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Ouça “Moída”: https://tratore.ffm.to/moida Composição mais antiga do repertório do disco, “Moída” surgiu em 2017 com uma levada samba-rock e bossa, uma ponte perfeita com “É de manhã”, de Caetano Veloso, nas apresentações ao vivo de Vinícius Duran com o grupo Fiat Lux, do qual é fundador. Porém, inspirado pelo documentário “Axé - Canto do Povo de Um Lugar”, de Chico Kertész, o músico transformou a antiga música em um samba-reggae baiano. Para as referências do arranjo, Vinícius recorreu a álbuns de Daniela Mercury (“Feijão com Arroz”, 1996) e Caetano (“Livro”, 1998). “Na letra, o personagem-narrador faz um apelo sedutor à sua companheira, que volta exausta de mais um dia de trabalho, moída pela rotina feroz da cidade. O icônico Edifício Copan, símbolo da capital paulista, surge no refrão como um ponto de referência. Na música, e não só, São Paulo é muito mais que um cenário”, entrega Duran. Assista ao clipe “Bandeira Vermelha” https://youtu.be/WJTenAYBYgQ O artista prepara os primeiros passos de sua carreira solo após uma vida inteira dedicada à música. Os sons da zona leste de São Paulo, onde cresceu, povoam seu imaginário, indo da MPB ao samba. Na adolescência, conheceu o rock, aprendeu a tocar violão e passou a integrar a banda de pop rock Atomix. Depois de um hiato da música, que o levou à faculdade de Rádio e TV e a fundar a Rústica Produções, voltou a atuar como instrumentista com um repertório misto de autorais e releituras. Em seguida, passou a frequentar a Ala de Compositores do Kolombolo e a Comunidade do Samba da Vela, reconhecidos celeiros de compositores da capital paulista. Em 2018 fundou Fiat Lux, grupo de samba e pesquisa que busca defender músicas e compositores que não tiveram o devido reconhecimento pela indústria mainstream. Com repertório que inclui nomes como Talismã, B. Lobo, Toinho Melodia e Douglas Germano, o grupo teve em 2019 uma pequena turnê de apresentações em Salvador, na Bahia, onde tocou em lugares icônicos, como a Casa de Mãe. Como compositor, Vinícius Duran teve “Filho”, uma parceria com o amigo Nico Antônio, selecionada para o Festival Musicanto, em 2018. A música foi defendida pelo grupo Nico Antônio e os Filhos do Mar, que posteriormente a incluiu no repertório do disco “O Paquiderme”, lançado em 2021. Agora, Vinícius se prepara para lançar seu primeiro trabalho solo, o disco “Palavras Marginais”, que conta com 10 canções autorais mesclando as diversas influências do artista. O álbum tem produção musical de Renato Enoki e conta com a participação de músicos como Henrique Araújo, Júlio César e Allan Abbadia, e será lançado em breve. Enquanto isso, é possível ouvir “Bandeira Vermelha” e “Moída” nas principais plataformas. Ficha técnica Músicos: Vinícius Duran: violão e voz. Flora Poppovic: coro. Marina Siqueira: coro. Tata Alves: coro. Cadu Ribeiro: coro. Gregory Andreas: coro e cavaco. Renato Enoki: Arranjos, guitarra e contrabaixo. Júlio César: Percussão geral. Cláudio Oliveira: Bateria. Allan Abbadia: Trombone. Marco Stoppa: Trompete. Walter Pinheiro: Saxofone. Pablo Moura: Sanfona. Técnica: Gravação banda base: Ricardo Martins (Estúdio Sambatá). Gravação coberturas: Guilherme Lacerda (Biriguibam). Edição e Mixagem: Pedro Romão. Masterização: Maurício Gargel. Arte da Capa: Løpz Foto da capa: Luan Cardoso Letra vem que eu te acolho, te embrulho, te embalo pro sono te desfaço, te amasso, te laço e te como que eu te aqueço e me esqueço até do cobertor vem que o cansaço notório da sua labuta não é páreo pra sede da minha garganta e é da sua garganta que eu quero beber deixa o sol se esconder no Copan deixa o vento da noite soprar deixa a janta que eu fiz esfriar no fogão para amanhecermos moídos caídos no chão
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