O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ONU, denunciando os golpistas de Honduras, trouxe a memória o sindicalista Lula de quatro décadas atrás.
A mídia mercantil
(melhor do que privada) tem um critério: o que for bom para o Lula, deve ser
propagado como ruim para o Brasil. A reunião de mandatários sulamericanos em
Bariloche - que o povo brasileiro não pôde ver, salvo pela Telesul, e teve que
aceitar as versões da mídia - foi julgada não na perspectiva de um acordo de
paz para a região, mas na ótica de se o Lula saiu fortalecido ou não.
A Lei de Anistia
que indultou ativistas de esquerda e torturadores, em agosto de 1979, pode
sofrer um revés para aqueles que praticaram torturas durante o período de
exceção. Está em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ADPF
(Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) apresentada pela OAB
questionando a extensão do benefício aos torturadores. A ação não considera que
os crimes de tortura se enquadrem nos crimes conexos.
"Corvo" foi o nome que ganhou Carlos Lacerda, como ave que busca
rapina onde houver, senão, inventa. É o espírito udenista, golpista, que
sucumbiu sucessivamente à liderança de Getúlio e das forças populares.
Reportagem do site da revista Newsweek
chama o Presidente Lula, de "o político mais popular do planeta" e diz
que Lula é a estrela da Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova
York. A tradução é de Marco Bahé, do site Contas Abertas.
A
capa do jornal A Tarde, de Salvador, publicada no dia 11 de setembro é uma
síntese eloqüente de algumas das dimensões profundas da sociedade
soteropolitana: abaixo do nome do jornal e acima do título "14 presos são
transferidos para o Paraná", a fotografia do avião bi-motor da FAB ocupando
todo o alto da página, em seis colunas.