A transformação da mídia em partido político
informal é um fenômeno em ascensão não apenas aqui no Brasil mas em
boa parte do mundo. Não se trata de desvios de conduta deste ou daquele
veículo, mas de uma conjuntura econômica e política que está levando a
imprensa a exercer um papel que, estruturalmente, deveria ser dos partidos
políticos.
A revista Wired (http://www.wired.com/) deste mês traz um artigo de Clive Thompson intitulado The
New Literacy. Não consigo achar um sinônimo, vou de "A Nova Capacidade de
Ler e Escrever". O artigo trata de uma pesquisa realizada por Andrea
Lunsford, professora de redação e retórica na Universidade de Stanford (http://www.stanford.edu/~lunsfor1/).
Se os tucanos estivessem governando o Brasil - seja
com a vitória de Serra em 2002 ou de Alckmin em 2006 - os efeitos da crise que
o país está superando, seriam tão devastadores como foram os da crise de
janeiro de 1999.
A exclusividade sobre a operação do pré-sal prevista no projeto de lei que
institui a partilha de produção no Brasil vai exigir mudanças expressivas na
Petrobras, que também vai receber uma "injeção" de capital na forma
de 5 bilhões de barris de petróleo, algo como metade das atuais reservas
provadas do país. O pré-sal vai aumentar o tamanho da companhia e seu
presidente, José Sergio Gabrielli, vê desafios enormes, entre os quais a
criação de uma cadeia de fornecedores, a mudança no modelo de gestão e de organização
da empresa. Gabrielli admite, inclusive, que se estuda a criação do cargo de
vice-presidente, tese que não é unânime na empresa.
“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo e
com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo”. Pois é, acho que todo mundo
se lembra da singela música que ouvíamos na década de 80 na voz de um Toquinho
já sem o seu Vinícius.
Os mesmos jornais que atacam a Petrobras revelaram, ontem, que a empresa foi,
entre as não financeiras, a mais lucrativa das Américas, no segundo trimestre
deste ano.
A
mídia nacional é um subtexto do serrismo e seus métodos de mentira e
truculência. Ao contrário da versão grega, as cassandras de redação não
têm sensibilidade ou lucidez. Por elas, Tróia seria aniquilada sem
problema.
A obstinação de Micheletti foi encorajada por aqueles que vêem a crise
em Honduras como uma chance de interditar o avanço da esquerda na
América Latina. Um mês e meio depois de Zelaya ter sido afastado, o
pequeno e desesperadamente pobre país da América Central se tornou
palco de uma grande batalha que poderá desenhar a política hemisférica,
inclusive a política externa de Barack Obama, para os próximos anos. A
fixação em Chávez é muito útil para desviar a atenção da pobreza que
corrói a região, bem como do fracasso do modelo econômico neoliberal
promovido por Washington nas últimas décadas. O artigo é de Greg
Grandin.
Não sei se a
senadora Marina Silva decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a
presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada
pela direita brasileira.
Com todo o
respeito e admiração que merece a senadora Marina Silva, mas falar em
construção programática com um partido (Partido Verde) que se subordina a
governos e interesses do PSDB e do DEM é de flagrante contradição política.