Na Fiesp, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconheiro. Chamamos os 112 presidentes de sindicato, vieram 8. Ninguém topava falar com "comunista".



Quando faltam quatro dias para o primeiro turno da eleição presidencial, os principais sinais da campanha apontam para a passagem de Fernando Haddad para a segunda fase da eleição.
Quando Fernando Haddad foi oficializado como candidato de Lula e do PT à Presidência da República, no dia 11 de setembro, o acampamento Marisa Letícia foi tomado por uma forte emoção.
Os 2 fenômenos mais relevantes revelados na pesquisa Ibope de 1º/10 são [1] a interrupção do crescimento do Haddad e [2] a resiliência do Bolsonaro, que impediu sua queda. O Datafolha divulgado em 2/10 coincide nos resultados.
Chegou a hora de contar o que testemunhei em 2002. Afinal, a memória é o livro mais precioso a se consultar na hora das grandes decisões.
Sobre a pesquisa Ibope de ontem, que tanto desânimo causou, convém ponderar um punhado de coisas.
“Felizmente, a internet provê o que a tevê omite” (José Roberto de Toledo, no final de um texto antológico da revista Piauí no online, com o título “Um protesto histórico, menos para quem vê tevê”.
Momento de exacerbação de ódio, como o que vivemos no Brasil, não pode ser compreendido senão circunscrevendo-o ao quadro mundial. Eu me lembro, quando clandestino e militante da organização revolucionária Ação Popular, que qualquer análise de conjuntura começava pela situação internacional.
Não há mais espaço para as dúvidas. Estamos diante de um quadro complexo de luta contra o fascismo em suas formas mais sofisticadas.
Fica cada vez mais evidente que a extrema-direita brasileira partiu para o confronto e resolveu violar a democracia e a Constituição.



