| Desemprego e inflação coorem a renda do brasileiro e causa endividamento |
| Friday, 18 March 2022 00:47 | |||
|
O estudo do Ipea mostra também que o índice inflacionário acumulado ficou acima dos 10% para as famílias de renda baixa (10,7%), média-baixa (10,8%) e média (10,5%). Apenas as famílias de renda média alta (9,9%) e alta (9,7%) ficaram pouco abaixo dos dois dígitos nos números apurados pelo instituto. Em uma entrevista recente, o ex-presidente Luiz Inácio também relembrou a hiperinflação dos anos 1980 e início dos 1990, quando a renda do trabalhador era corroída pelas remarcações diárias de preços, em um cenário em que a inflação chegou a 80% em março de 1990. “A inflação é a desgraça na vida do trabalhador. Nos anos 80, a inflação chegava a 80% ao mês. Você saía com o salário e ia correndo pro supermercado comprar tudo o que dava porque no meio do mês já não valia mais nada. Tenho visto muita gente na televisão dizendo que compra menos no supermercado, que mundo é esse, no país que é o terceiro maior produtor de alimento do mundo”, criticou. Onde os preços subiram? Entre os principais fatores que corroem a renda dos trabalhadores estão os aumentos de produtos das tarifas de energia elétrica (28,1%) e do gás de cozinha (27,6%, um índice que nem inclui o reajuste de 16,1% anunciado pela Petrobras no início de março), assim como os reajustes nos alimentos, em especial o de 8,6% das carnes, 19,6% de aves e ovos, 43,8% do açúcar e 61,2% do café. A situação deve se agravar nos próximos meses, com o reajuste de preços anunciado pela Petrobras para derivados do petróleo como a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha. A indústria ainda estima um aumento generalizado nos preços dos bolos, biscoitos e massas pela dependência em relação ao trigo estrangeiro. O pão francês também pode ficar até 20% mais caro, o que deve piorar ainda mais a situação. Nesta semana, por conta desse cenário de inflação elevada, aumentos constantes de commodities como o petróleo, cadeias produtivas ainda desreguladas por conta da crise mundial de abastecimento provocada pela pandemia de Covid-19 e problemas climáticos, o mercado financeiro reviu sua previsão da inflação anual no Brasil para 2022, passando de 5,65% para 6,45%. Novamente, as famílias de menor renda devem ser as mais atingidas pelo aumento. Tempos melhores com o PT Em entrevistas recentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recordou que, nos seus governos, a meta da inflação era respeitada e isso se traduzia em crescimento econômico e geração de empregos, gerando uma economia mais robusta, que chegou a ser a sexta do mundo no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff. “”Está caro o arroz, está caro o feijão, está caro a mandioca, está caro o leite, ou seja, o povo pobre tem uma inflação infinitamente maior do que a classe média e do que os ricos. Então, é preciso levar em conta que nós precisamos debelar a inflação. Você está lembrada que no nosso governo a gente estabeleceu uma meta de 4,5% e nós cumprimos esses 4,5% na inflação, a economia crescia, a gente gerava emprego.”, afirmou Lula.
|
|
Agenda |
Aldeia Nagô |
Capa |